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	<title>Blokú &#187; Biografia</title>
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	<description>Caderno de um Performer</description>
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		<title>Blokú &#187; Biografia</title>
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		<title>Autobiografia</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 13:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Memórias Póstunas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Marlon Fortes
 
Tinha eu mais ou menos os meus oito anos de idade. Por esta altura. Época de natal. Eu e a minha mãe, estávamos na sala de jantar a ver as noites de Natal na TV, um concerto de música clássica, a minha mãe perguntou-me “o que
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;line-height:18pt;" align="center"><span style="font-family:Arial;">Marlon Fortes</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;line-height:18pt;" align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Tinha eu mais ou menos os meus oito anos de idade. Por esta altura. Época de natal. Eu e a minha mãe, estávamos na sala de jantar a ver as noites de Natal na TV, um concerto de música clássica, a minha mãe perguntou-me “o que</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">é que gostavas de ser quando fores grande”, lembro-me de ter dito, “aquilo”, aquilo agora da para perceber este longo caminho percorrido até aqui.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Nascido numa pequena e calorosa ilha, S. Vicente, Cidade do Mindelo, deixei-a muito cedo aos três anos para caminhar na Morabeza de um povo que esta entre o céu e o horizonte, Portugal é o destino por certo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Minha mãe, Maria Joana Fortes, mandou me buscar, pensando que ia viver com ela para sempre, foi quando conheci a minha ama, Dona Adelina, esta mulher foi durante muito tempo a minha segunda mãe, na ausência da primeira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Foram tempos difíceis, mas bons ao mesmo tempo, quando não fazia chichi na cama. Neste período já estava na escola primária, da Junta freguesia de S. Nicolau, cidade do Porto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Porto da minha infância, assim esta na minha memória, a ribeira, os meus amigos, as brincadeiras, dos saltos da ponte D. Luís…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Isto foi-se tornado um pretexto para uma nova proposta, nesta altura tinha os meus doze anos, quando a minha mãe me pergunta se queria ir fazer umas férias a Cabo Verde.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">“Claro, claro que quero”. A imagem que tinha da ilha era como se fosse um sonho impossível e adormecido, de que nunca teria feito parte de mim, um paraíso, com longas praias de canas e de bananeiras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Acordei num novo passado, um daqueles sonhos em que acordamos e dizemos, eu não quero sair daqui, assim foi.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Fiquei em Cabo Verde. Voltei a reavivar as minhas memórias de ilhéu ta, à rotina lenta e imperecível. Foi-me dado a minha tia-avó para tomar conta de mim, conclui a primária, aos dezoito anos fui para a escola técnica industrial do Mindelo, para o curso de electricidade, fracasso total, sei que nos exames práticos, dei seis curto-circuitos consecutivos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Numa das minhas tardes de volta a casa, passo por um amigo que me diz que ta a haver uma peça de teatro no Centro cultural português, nunca tinha assistido a tal evento, fui lá dar uma vista de olhos, quando sem me aperceber, algo me despertou, uma certa curiosidade, um mundo familiar, se apoderou de mim. Comecei a frequentar o espaço, até me inscrever num curso de um ano de iniciação ao teatro. No fim do curso os alunos teriam que apresentar uma peça, fiz o meu primeiro monólogo, com recolhas de textos de autores portugueses, e uma marioneta, havia, e penso que até agora se mantém esta tradição, para motivar os futuros actores, a entregas de globos de Ouro, rebatei dois deles, melhor texto e melhor actor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Esta atitude, motivou-me, entrei para o grupo de teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, durante um ano fomos em digressão, como o Festival Fite. Não foi preciso muito tempo para sentir que “aquilo” era isto. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Já que ainda tinha uma ida de avião, sim porque se vim passar férias, umas férias de oito anos, estava na altura de voltar. Afinal fora um jogo de estratégia,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">a minha mão sabia que eu iria ficar, por isso, eu fora apenas com uma viagem de ida, e não de ida e volta como pensara. Lá convencia-a a voltar a buscar-me pela segunda vez.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Em Portugal, inscrevi-me no Balleteatro do Porto. Pois é, Porto. Segundo porto da minha adolescência. Tinha os meus vinte anos nessa fase; esta formação veio de certa forma delinear a estética do meu percurso de trabalho como profissional, a do teatro e dança, completamente diferente da que tinha adquirido em cabo verde.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Mesmo assim a vontade de saber e descobrir o que era e é “aquilo” foi cada vez mais forte, aproveitando todas as oportunidades, tendo feito a minha estreia como actor profissional com a companhia Art´Imagen, na peça (Frangipani) de Mia Couto com encenação de Eduardo Magacela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">As coisas pareciam dar os seus frutos, e a escola ficando para trás. Parecia ter entrado no mercado, olhei sempre para frente, nunca foi do mim, ficar suspenso no passado, sendo que fui e deixei-me ir, participei no trabalho criativo de varias companhia do Porto, passando muito rapidamente pelo Teatro Nacional S. João à Fabrica de Movimentos. Durante este tempo soube que também isto faria parte da minha escola de “vida”. Desenvolvi o meu trabalho de corpo como actor e bailarino, percorri o processo “daquilo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Já sabendo o que me iria espera depois da Porto 2001 Capital Europeia da Cultura decidi ir para Lisboa, onde fui trabalhando como actor e bailarino.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">A necessidade de cruzar novos conhecimentos, estava em hora de ponta, depois do trabalho com encenador o Jon Mowat, na companhia de dança Paulo Ribeiro, com a peça (Auto da barca do inferno) voltei ao clown. Não poderia deixar esta relação ficar por aqui, tenderia que ir mais além, e fui então para Barcelona à busca do clown; recebi aulas na escola de Circo Roger Ribel. Sentia-me insaciado, incompleto, inacabado… Voltei a Lisboa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Não encontrei trabalho, fiquei assim durante algum tempo, a fazer de tudo um pouco para ganhar dinheiro, até surgir um convite para trabalhar com a companhia Acto Instituto de Artes Dramática de Estarreja, deveria ter cumprido o contrato de um ano, acabei por sair aos oito meses de trabalho, mesmo assim optei por ficar em Aveiro, a cidade prendera-me, talvez por me fazer lembrar o ritmo de vida de Cabo Verde. Durante a minha estadia em Aveiro tomei a grande decisão de dar inicio a construção da minha companhia, trabalhando em casa e dedicando-me a criar a minha auto independência com as novas tecnologias, neste período, tinha como objectivo aprender a trabalhar e a dominar algumas ferramentas de edição de vídeo e som. Na residência artística Te Dance, no Teatro Aveirense, titulado dança e novas tecnologias, despertou-me o interesse por aplicar e trabalhar, softwares no trabalho do actor, ou performer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">A necessidade de pesquisar e desenvolver um trabalho profundo era uma constante numa inconstante, financeiramente estava impossível de dar continuidade ao projecto criação da companhia, se queria mesmo ir a vante, seu sabia que tinha que estava na altura de tomar uma outra grande decisão, investimento de uma vida, desviar todo o meu trabalho e conceitos aprendidos até aqui, voltar a base. Sentia uma falta carência de métodos de trabalho, estes sete anos sem estudo, tinha-me sito bastante positivos e aprendera de facto, no trabalho do actor a executar, a não “pensar”, e sentir “aquilo”. Só que isso que tento saber, é a minha vida, como individuo e como artista, para isso como a minha vida sempre esteve em mudanças de noventa a cento e oitenta graus, estava na hora de o fazer artisticamente, seguir em paralelo uma pesquisa pessoal e teórica do actor investigador. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Inscrevi-me na Faculdade da Escola Superior Tecnologias e Arte de Lisboa, no curso de Artes Performativas. Apesar das dificuldades financeiras estou a caminhar, onde vou não sei, mas sei dizer onde quero ir, e se somos nós artistas que fazemos o rumo das artes, a próxima paragem é a pós-graduação</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;">Marlon Fortes Costa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:18pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:18pt;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:18pt;"><span></span></p>
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