Morrer não foi difícil, longe disso, acho mesmo que qualquer um consegue morrer.
Sábado, 22 de Março de 2008
Nota: nome: Poema dos 7te
Esta intro., do poemas do 7te, é talvez uma necessidade de matar, ou não, de alimentar talvez esta fantasia, que me perturba?não sei, o facto é, que vou mesmo tentar sugar esta… qualquer coisa, que não sei bem o que é… São 7te poemas de uma selecção de David Mourão Ferreira ” Musica na cama”. Este material será um ponto de partida, a inspiração:Ricciarda, Isto porque? atrever-me a dizer que talvez me apaixonei é ,muito forte, até p´ra mim; pela rapariga mais bela que alguma vez vira em toda a minha vida, contudo quero que ela saiba e participe, ou não! se bem que só pelo facto de ter esta possibilidade aberta já esta activamente participando. Vamos ao primeiro poemas do dia:
SONETO DO CATIVO
Se é sem dúvida Amor esta exploração
de tanta sensação contraditoria;
a sórdida mistura das memórias,
tão longe da verdade e da invenção;
O espelho deformado; a profusão
da frase insensatas, incensórias;
a cúmplice partilha nas histórias
do que os outros dirão ou não:
Se é sem duvida Amor a cobardia
de buscar nos lençóis a mais sombria
razão de encantamento e de desprezo;
Não dá dúvida, Amor, que te não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,
tenho vivido eternamente preso!
Domingo/ 23 de Março de 2008
CANDELABRO
Como os teus ombros ontem estavam longe,
Como os teus seios hoje ficam perto!
O desejo é uma lente que te acerca,
A ternura é um filtro que te esconde…
Dos meus olhos, agora que estou só,
Nasce de noite um candelabro aceso…
Tem quatro braços, tem quarenta dedos,
Tem quatro pernas, mas não é o sol.
Como o teu rosto morre à luz das velas,
E como escaldas agora a tua pele!
Colho um gosto de cera nos teus lábios,
Mas de cera que escreve, ainda quente,
Que sabe a sal, a cinzas, à tua ausência…
E suspendo no sono o candelabro
David M.F.
Segunda/ 24 de Março de 2008
O CORPO ILUMINADO
(1987)
Parte II
Nada garante que tu existas
Não acredito que tu existas
Só necessito que tu existas
David M.F.
Terça-Feira/ 25 de Março de 2008
SEGREDO
Nem o tempo tem tempo
para sondar as trevas
deste rio correndo
entre as trevas dão tréguas
Não descubro o segredo
que o teu corpo segrega
David M.F.